CMI – Confederação Maçônica Interamericana

1. O que é a CMI?

A Confederação Maçônica Interamericana (CMI) é uma entidade civil sem fins lucrativos que agrupa as principais Obediências / Potências Maçônicas (Grandes Lojas e Grandes Orientes) das Américas (Norte, Central, Sul e Caribe) e de alguns países da Europa (como Espanha e Portugal).

  • Fundação: Criada em 14 de abril de 1947 em Montevidéu, Uruguai.
  • Alcance: Reúne dezenas de Potências Maçônicas confederadas espalhadas por mais de 25 países, representando centenas de milhares de maçons.
  • Divisão Territorial: A CMI é dividida em seis zonas geográficas para facilitar a coordenação de suas diretrizes administrativas, de integração e de comunicação.

2. O que faz a CMI?

A principal missão da CMI é integrar, fortalecer e coordenar a Maçonaria no continente e no âmbito internacional. Entre suas principais atribuições e atividades, destacam-se:

A. Reconhecimento e Regularidade Maçônica

Funciona como um selo e ponto de referência para a maçonaria regular. Quando uma Potência Maçônica se filia à CMI, facilita o intercâmbio, a cooperação e o reconhecimento diplomático mútuo entre essa instituição e centenas de outras ao redor do mundo.

B. Promoção da Cooperação Fraterna

Atua no fortalecimento das relações interinstitucionais, viabilizando a troca de experiências, o compartilhamento de projetos de gestão e a realização de congressos e eventos internacionais periódicos entre Grão-Mestres e lideranças da Ordem.

C. Difusão de Estudos e Conteúdo Maçônico

Promove o intercâmbio cultural e filosófico entre os membros confederados, patrocinando pesquisas, fóruns sobre o papel da Maçonaria no século XXI e a publicação de boletins e revistas informativas oficiais.

D. Atuação Social e Relações Internacionais

Defende princípios universais da Ordem como Democracia, Estado de Direito, Direitos Humanos, Liberdade de Expressão e Justiça Social. A CMI possui acordos e representação junto a órgãos internacionais (como a Organização dos Estados Americanos – OEA), levando propostas humanitárias e sociais às discussões globais.